Dizer que eu tenho uma razão concreta para ter escolhido Psicologia seria uma grande mentira. Minha primeira escolha (imaginada) foi a Engenharia Civil e o porque dessa escolha eu sei dizer. Sempre (lá atrás, bem antigamente...) fui muito boa com os números, tinha habilidades com matemática, física e afins. Aos 14 anos anos ingressei na escola técnica e aos 15 optei por fazer o curso técnico de Edificações (Construção Civil), cheguei a concluir o curso, mas foi aí que eu descobri que aquela não era a minha praia. Eu precisava criar, dar forma, precisava de algo que não fosse, digamos... Tão exato. Pensei em arquitetura e durante três anos frustrados prestei vestibular, fui para segunda fase e me dei mal na prova de aptidão. Não que meus desenhos fossem muito ruins, mas pelo fato do tipo de prova ser surreal e a forma de classificação dos candidatos ser baseada na comparação e não na aptidão em si. Assim, após esses três anos de tentativas e de dois longos e suados anos de cursinho pré-vestibular, fiquei seis meses sem estudar e fazer absolutamente nada da vida. Nesses seis meses refleti e tentei buscar naquelas revistas feitas para vestibulandos, a profissão ideal para mim. Lendo aquelas revistas e pensando em tudo que já havia vivido, lembrei da experiência que tive no meu ensino médio. Tive aulas de PTC - Projetos Técnicos Cientificos. Qual era o plano pedagógico para essa matéria? Não sei, nem eles sabiam, mas era incrível. Tinhamos como professor um psicólogo que nos fazia pensar, refletir, viajar... Ele narrava contos de fadas e desvendava seus mistérios, nos fazia viajar narrando aventuras, que hoje reconheço como dinâmicas de grupo, nos fez conhecer as mensagens subliminares e acima de tudo isso, nos fez conhecer (ou ter uma ideia) o ser humano, além do que nos era visível e palpável. Lembrando dele e associando as tais revistas, pensei: "ser psicólogo deve ser legal" e optei por Psicologia. No meio do ano, então, prestei vestibular para Psicologia e decidi que não queria mais saber de universidade pública, não poderia perder mais um semestre. Durante meus anos de academia, descobri que aquilo que eu entendia por Psicologia não era um quinto do que ela realmente é. Descobri ainda, que não poderia ter escolhido outra coisa e que o meu desejo em ser Engenheira ou Arquiteta não passava de uma grande admiração que eu tinha pelo meu pai, Engenheiro Civil, a quem eu queria tanto orgulhar!
A Psicologia me fez ver o mundo com outros olhos, me fez conhecer e reconher as dificuldades e conflitos do homem e reconhecê-los em mim mesma. Me fez compreender coisas que eu jamais pude entender. Me fez reconhecer minha limitações como profissional e como ser humano. Me fez deixar de ter um olhar romântico, que me fazia acreditar que eu poderia mudar o mundo. Hoje sei que não posso, mas sei também que não posso ficar com os braços cruzados e que a reflexão, a educação, o investimento no conhecimento, podem dar início a essa mudança! ! !
Estou muito, MUITO feliz com a minha escolha e acredito que ainda posso e vou ensinar e aprender muito para poder continuar ensinando e aprendendo para o resto da minha vida.
Winnie Nascimento
A Psicologia me fez ver o mundo com outros olhos, me fez conhecer e reconher as dificuldades e conflitos do homem e reconhecê-los em mim mesma. Me fez compreender coisas que eu jamais pude entender. Me fez reconhecer minha limitações como profissional e como ser humano. Me fez deixar de ter um olhar romântico, que me fazia acreditar que eu poderia mudar o mundo. Hoje sei que não posso, mas sei também que não posso ficar com os braços cruzados e que a reflexão, a educação, o investimento no conhecimento, podem dar início a essa mudança! ! !
Estou muito, MUITO feliz com a minha escolha e acredito que ainda posso e vou ensinar e aprender muito para poder continuar ensinando e aprendendo para o resto da minha vida.
Winnie Nascimento
Nossa Winnie, bem que você falou que as histórias de vida são diferentes, mas a trajetória nem tanto. Também fiz curso técnico, secretariado... nada a ver, né?rsrs Lá também tive certeza do que eu não queria.
ResponderExcluirTenho certea que mesmo não tendo seguido a carreira do seu pai, ele deve se encher de orgulho de você.
Ah, tenho muita inveja das pessoas que dizem que têm facilidade com números. Eu nunca soube o que é isso hahaha.
Poxa, dessa eu não sabia Winnie. Sábado estamos ai!
ResponderExcluirbjos
Aiiii, lembro da gente conversando exatamente isso no bar aquele dia! Amiga, vc é tão linda! E uma ótima psicóloga... tão dedicada, tão intensa no q faz! Como a Isa disse, tenho ctz q seu pai se orgulha de vc da mesma forma!!!
ResponderExcluirSábado nos vemos e saiba desde já q uma das formas de acompanhar vc será por aqui enquanto estiver longe... vou sentir MTO a sua falta!
Tinamo! beijossss
Isa,
ResponderExcluiré isso né, essa questão das trajetórias ! ! ! Lá descobrimos o que não queríamos, ou seja, MUITO IMPORTANTE! Quanto a facilidade com os números, acho que é questão de hábito, aquela coisa de DOM (disciplina, organização e método), hoje já não tenho tanta facilidade assim, mas tenho certeza que se treinar um pouquinho a habilidade escondida reaparece! rs... Como a psicologia me encantou, o restante virou apenas resto...rs (os números!!!). Sobre o meu pai se orgulhar de mim PSICÓLOGA, acho que é isso mesmo...:)
Bruno,
várias coisas a gente vai descobrindo com o tempo, né?! Acho isso bem interessante ! ! ! E sábado "é nóis", conto com a sua grande presença ! ;)
Niêzinha,
mesmo longe, estaremso sempre juntinhas e quando você menos esperar eu estarei de volta! AMO
Minha ficha simplesmente não caiu que vc tá indo embora...
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