por Winnie Nascimento
Algo que achei interessante, foi que muitos estudos demonstram que o sucesso do tratamento está relacionado com a adequada intervenção dos familiares, sendo, a convivência dos familiares com o usuário, como uma via de mão dupla que também é afetada, na medida em que a dependência química evolui e se desenvolve. E, na convivencia com os usuários do serviço, pude perceber a grandesa dessa informação. O trabalho com o dependente químico se torna bastante produtivo quando o serviço destinado ao tratamento consegue atender não só o dependente químico, como também aqueles que o cercam (mãe, pai, esposa (o), filhos, irmãos, tios)...
Algo que achei bastante triste, foi tomar conhecimento de que, cada vez mais cedo, os jovens estão se envolvendo com álcool e/ou outras drogas, sem que haja (por parte deles) uma explicação/motivo para isto. O trabalho que desenvolvi foi um grupo de reflexão, no qual todos poderiam falar a respeito de qualquer assunto que lhes chamasse a atenção. Para todos os encontros era proposto um tema, porém outros assuntos poderiam ser discutidos. E foi assim que muitos dos usuarios do serviço me explicaram que eles não entendiam o porque estavam bebendo e/ou usando drogas e que eles nem, ao menos, conseguiam perceber quando passaram a ser, efetivamente, dependentes químicos. Inclusive, chegar a essa conclusão - sou dependente químico - foi muito difícil para a mairoia deles. Eles acreditavam que poderiam parar de beber e/ou usar drogas quando quisessem.
Como escrevi acima, um dependente químico é como qualquer outra pessoa. Antes de se tornar dependente, tinha uma vida normal, como a minha e a sua. Certo dia, ele passa a fazer uso de determinada substância, outro dia ele volta a fazer uso, acreditando que está apenas satisfazendo uma vontade a fim de obter prazer. Chega uma hora, porém, que o prazer não é mais o mesmo e o indivduo percebe que ele não só quer sentir novamente aquele antigo prazer, mas que ele necessita daquilo. Ele percebe ainda, que aquela substância que lhe proporciona poucos instantes de prazer, lhe proporciona também um longo período de dor, de angústia e de sofrimento. Por fim, ele percebe que não está mais no controle de sua própria vida e que agora, quem dita as regras, é a tal substância.
Assim, pude entender que o que torna uma pessoa dependente de algo é a falta. Se algo está faltando, busca-se a adição, busca-se o preenchimento do espaço vazio. Isso, acompanhado de uma pré-disposição do organismo a se tornar dependente de determinada substância.
O que posso dizer é que só temos a real noção do quanto o álcool e as outras drogas são extremamente devastadoras, quanto há uma convivência contínua com depentendes químicos, além da funtamental ação de nos despirmos de qualquer tipo de preconceitos e julgamentos a respeito do dependente.
Durante a minha atuação no CAPS ad, por algumas vezes tivemos que solicitar os serviço do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), visto que alguns usuários se intoxicaram ali mesmo, dentro da unidade de serviço. Tivemos que apartar brigas entre os usuários, que, por algum tempo, se dividiam entre usuários de álcool e usuários de outras drogas e rivalizavam entre si. Isso me faz pensar na confusão interna, no desespero que horas o dependente químico vive.
Por fim, durante minha atuação como estagiária de um CAPS ad, pude concluir que o trabalho do psicólogo não só é importante, como é fundamental para os usuários do serviço, assim como a existência de uma equipe multidisciplinar. Porém, além disso, é fundamental o envolvimento e a seriedade dos profissionais envolvidos e também, que cada um deles tenha conhecimento de que não somos super-heróis e que para o sucesso do tratamento é de extrema importância o pleno envolvimento do usuário. E que a dor e o sofrimento do usuário não supere a sua vontade de superar a doença. Digo isso, pois, a morte por overdose de um usuário do serviço, de 18 anos, me fez perceber as minhas limitaçoes (a repetição de palavras nesse parágrafo - que provavelmente soe estranho - vem representar a compulsão a repetição da dependência química).
Assim, concluo que a Dependência Química é algo que deve ser bastante discutido e que a busca por novas formas de tratamento e de alcance ao usuário é fundamental.
Até a próxima semana . . .
Esta semana venho falar de uma triste realidade. De acordo com a Unidade de Pesquisa em Alcool e Drogas - UNIAD (conheca clicando aqui) a cada ano que passa, cresce o numero de dependentes químicos. Em minha atuação como estagiária no último ano de faculdade, tive a oportunidade de desenvolver um trabalho bastante interessante com dependentes químicos, assim como conhecer sua dura realidade.
Algo que notei desde o início, foi que a dependência química é algo muito triste, que repercute não só no usuário de substâncias, mas também nos familiares que convivem com ele. De fato, a dependência química é uma doença que "contagia" quem convive com aquele que dela sofre.
Quando eu soube que iria estagiar em um CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogras) dei inicio a uma série de leituras, que de fato me ajudaram, mas sem dúvida nenhuma, o convívio com os usuários do serviço, me fez compreender quem eles realmente são (pessoas como outras quaisquer), como eles chegam ao tratamento e como este, efetivamente, se desenvolve.
Algo que achei interessante, foi que muitos estudos demonstram que o sucesso do tratamento está relacionado com a adequada intervenção dos familiares, sendo, a convivência dos familiares com o usuário, como uma via de mão dupla que também é afetada, na medida em que a dependência química evolui e se desenvolve. E, na convivencia com os usuários do serviço, pude perceber a grandesa dessa informação. O trabalho com o dependente químico se torna bastante produtivo quando o serviço destinado ao tratamento consegue atender não só o dependente químico, como também aqueles que o cercam (mãe, pai, esposa (o), filhos, irmãos, tios)...
Algo que achei bastante triste, foi tomar conhecimento de que, cada vez mais cedo, os jovens estão se envolvendo com álcool e/ou outras drogas, sem que haja (por parte deles) uma explicação/motivo para isto. O trabalho que desenvolvi foi um grupo de reflexão, no qual todos poderiam falar a respeito de qualquer assunto que lhes chamasse a atenção. Para todos os encontros era proposto um tema, porém outros assuntos poderiam ser discutidos. E foi assim que muitos dos usuarios do serviço me explicaram que eles não entendiam o porque estavam bebendo e/ou usando drogas e que eles nem, ao menos, conseguiam perceber quando passaram a ser, efetivamente, dependentes químicos. Inclusive, chegar a essa conclusão - sou dependente químico - foi muito difícil para a mairoia deles. Eles acreditavam que poderiam parar de beber e/ou usar drogas quando quisessem.
Como escrevi acima, um dependente químico é como qualquer outra pessoa. Antes de se tornar dependente, tinha uma vida normal, como a minha e a sua. Certo dia, ele passa a fazer uso de determinada substância, outro dia ele volta a fazer uso, acreditando que está apenas satisfazendo uma vontade a fim de obter prazer. Chega uma hora, porém, que o prazer não é mais o mesmo e o indivduo percebe que ele não só quer sentir novamente aquele antigo prazer, mas que ele necessita daquilo. Ele percebe ainda, que aquela substância que lhe proporciona poucos instantes de prazer, lhe proporciona também um longo período de dor, de angústia e de sofrimento. Por fim, ele percebe que não está mais no controle de sua própria vida e que agora, quem dita as regras, é a tal substância.
Assim, pude entender que o que torna uma pessoa dependente de algo é a falta. Se algo está faltando, busca-se a adição, busca-se o preenchimento do espaço vazio. Isso, acompanhado de uma pré-disposição do organismo a se tornar dependente de determinada substância.
O que posso dizer é que só temos a real noção do quanto o álcool e as outras drogas são extremamente devastadoras, quanto há uma convivência contínua com depentendes químicos, além da funtamental ação de nos despirmos de qualquer tipo de preconceitos e julgamentos a respeito do dependente.
Durante a minha atuação no CAPS ad, por algumas vezes tivemos que solicitar os serviço do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), visto que alguns usuários se intoxicaram ali mesmo, dentro da unidade de serviço. Tivemos que apartar brigas entre os usuários, que, por algum tempo, se dividiam entre usuários de álcool e usuários de outras drogas e rivalizavam entre si. Isso me faz pensar na confusão interna, no desespero que horas o dependente químico vive.
Por fim, durante minha atuação como estagiária de um CAPS ad, pude concluir que o trabalho do psicólogo não só é importante, como é fundamental para os usuários do serviço, assim como a existência de uma equipe multidisciplinar. Porém, além disso, é fundamental o envolvimento e a seriedade dos profissionais envolvidos e também, que cada um deles tenha conhecimento de que não somos super-heróis e que para o sucesso do tratamento é de extrema importância o pleno envolvimento do usuário. E que a dor e o sofrimento do usuário não supere a sua vontade de superar a doença. Digo isso, pois, a morte por overdose de um usuário do serviço, de 18 anos, me fez perceber as minhas limitaçoes (a repetição de palavras nesse parágrafo - que provavelmente soe estranho - vem representar a compulsão a repetição da dependência química).
Assim, concluo que a Dependência Química é algo que deve ser bastante discutido e que a busca por novas formas de tratamento e de alcance ao usuário é fundamental.
Até a próxima semana . . .
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