quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O que dizer sobre FELICIDADE ?!

por Winnie Santos

Para começar, uma pergunta : o que é felicidade?

Existe felicidade plena ou apenas momentos felizes?
O que torna uma pessoa feliz?
É possível ser feliz do começo ao fim da vida?
É possível só conhecer a felicidade e mais nada?
Se sim, como seria isso?
Se não , porque não?

Certamente, meu eu poético tem como definí-la,  confira clicando aqui!, mas para o meu eu crítico, essa é uma tarefa mais difícil. 

O que venho notando, é que, a cada dia que passa a felicidade está cada vez mais associada ao poder de compra, a possibilidade de consumo. Muitas pessoas se "tornam felizes" quando conseguem comprar coisas. Muitas vezes coisas que nem, ao menos, necessitam. A era do cartão de crédito, do crédito fácil, torna esse jogo, felicidade/sofrimento, um ciclo vicioso. As pessoas compram para satisfazerem suas (não tão suas assim) vontades e SE SENTEM FELIZES. Mais tarde elas SOFREM para pagar as faturas dos cartões de crédito, os boletos bancários, os cheques, e para reencontraram a felicidade precisam comprar mais . . . 

Ok, isso não é uma lei e nem acontece com todo o mundo, até porque, todo o mundo é  gente demais.  Mas este tipo de comportamento é algo que vem acontecendo com muita frequência. E a palavra de ordem é CUIDADO. Será que, neste momento, a compra de uma TV de plasma, LCD, tela plana, HDTV, ou sei lá o mais que,  é fundamental?

Os dados a seguir me chamaram a aten:

(trecho retirado do artigo "Os Determinantes Empíricos da Felicidade no Brasil", de Raphael Bottura Corbi e Naércio Aquino Menezes-Filho - USP)

O dinheiro traz felicidade? As pessoas que dispõem de níveis de renda mais elevados, em geral, têm mais oportunidades de alcançar o que desejam, isto é, elas podem comprar mais bens materiais e serviços. Sendo assim, uma renda mais elevada proporciona maior utilidade e, portanto, os mais pobres são, teoricamente, mais infelizes. Esta relação entre renda e felicidade num ponto específico no tempo e espaço tem sido objeto de estudo de uma vasta agenda de pesquisa e uma grande literatura empírica já está disponível para análise. O resultado mais robusto e geral é que as pessoas mais ricas, na média, tendem a se considerar mais felizes, ou seja, com maior grau de bem-estar subjetivo (grifo meu). Sendo assim, o dinheiro realmente traz felicidade. A relação entre renda e felicidade, tanto em regressões simples e quando um grande número de outros fatores é controlado em regressões múltiplas, continua sendo estatisticamente significante e positiva.

"as pessoas mais ricas, na média, tendem a se considerar mais felizes, ou seja, com maior grau de bem-estar subjetivo".

Vejo isso como algo natural, uma pessoa com mais recursos possui melhores escolas, melhor assistência  médica, mais acesso a programas culturais, lazer, etc. Mas no caso, está sendo feita uma comparação. O que quero dizer é que, não vejo  no fato de um indivíduo com alto poder  aquisitivo ser feliz, a condenação do indivíduo menos abastado a eterna infelicidade. 

Acontece, porém, que os veículos de comunicação, as novelas, os comerciais, os filmes, as revistas, as propagandas em geral, estampam que ser feliz é ter isso, aquilo, ou aquilo outro. Na "melhor" novela, do  "melhor canal" e do "horário nobre", a mulher trabalhadora se torna realmente feliz quando ganha na loteria... Só se pode ser feliz desta forma? ? ?  Quando o mercado, manipulador e controlador, diz que sim, fica difícil para muitos, acreditar no contrário. E, a meu ver, a busca incessante por objetos diversos, como o som mais caro,  a TV mais moderna, o tenis de marca, a roupa da moda . . . Essa prião, afasta, completamente, qualquer pessoa da verdadeira felicidade.

Mas, afinal, volto a perguntar, o que  é  felicidade?

até semana que vem!

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